Fez-se a fila. Um a um, foram todos em sua direção.
Amor sem delongas
Era um jantar informal.
Apenas ele e ela.
Se conheceram numa primavera distante.
Eram felizes.
Se enganavam assim.
Os dias passavam devagar.
As noites, depressa.
E viviam desse jeito.
Ele por ela.
Ela por ele.
Não se olhavam.
Não se abraçavam.
Não se beijavam.
Nem ao menos se tocavam.
E era assim que se amavam.
Estavam satisfeitos.
O jantar era o único motivo para se encontrarem.
E se encontravam.
Sem delongas.
Apenas ele e ela.
Se conheceram numa primavera distante.
Eram felizes.
Se enganavam assim.
Os dias passavam devagar.
As noites, depressa.
E viviam desse jeito.
Ele por ela.
Ela por ele.
Não se olhavam.
Não se abraçavam.
Não se beijavam.
Nem ao menos se tocavam.
E era assim que se amavam.
Estavam satisfeitos.
O jantar era o único motivo para se encontrarem.
E se encontravam.
Sem delongas.
Ela acreditou na inocência da melodia.
Costurou uma ideia noutra.
Apagou o giz de um rascunho.
E disse que queria viver de sonhos.
E lá se foi a garota.
Caminhando pela rua deserta da imaginação de uma outra pessoa.
Queria ser borboleta.
Borboleta pura e de alma colorida.
No fim, ela se perdeu.
Dizem que agora ela está feliz.
E o que se sabe é que nada se sabe.
Ninguém jamais encontrou sonho igual.
me faça uma poesia.
--
Um verso é claro ou encoberto?
Do avesso ao reverso,
um desleixo ao acaso
Um sopro de vaidade
Ilusão somente ilusão
Me escondo me reviro, me mastigo
Devagar bem devagar
Saboreio esse verso
Que tem o sabor do que eu quero
revestido de poesia e carmim
me deixa um beijo ao relento
enquanto chove
gotas frescas de pensamento
gotas soltas de linhas brancas a seguir
Elissandro Ferreira
Do avesso ao reverso,
um desleixo ao acaso
Um sopro de vaidade
Ilusão somente ilusão
Me escondo me reviro, me mastigo
Devagar bem devagar
Saboreio esse verso
Que tem o sabor do que eu quero
revestido de poesia e carmim
me deixa um beijo ao relento
enquanto chove
gotas frescas de pensamento
gotas soltas de linhas brancas a seguir
Elissandro Ferreira
--
é de tamarindo.
não corra.
volte aqui e me abrace.
eu preciso tanto disso.
e também preciso de você.
e das suas palavras que me encantam.
enquanto você me conta como foi seu dia.
e eu escancaro um sorriso.
' que bom que o seu dia foi bom. quer uma bala? eu comprei pensando em você. '
vou te contar um segredo.
quando você levanta, me beija e sai andando, dizendo que está atrasado, meu coração se aperta.
você segue pela rua, até o final.
eu fico sentada esperando você olhar.
você olha, acena e dobra a esquina.
meu coração desmancha.
o dia deveria ter mais horas.
e as horas deveriam ter mais minutos.
no entanto, acho que ainda não seriam suficiente.
eu preciso de você mais.
muito mais.
hum... acabaram as balas.
e por querer voar... que venham as asas!
Minhas asas são de papel
e pintadas com canetinha.
e nos dias de chuva eu fico em casa
e viajo numa folha de caderno.
Escrevo pela liberdade,
pelo momento,
pelas palavras
e pelas minhas frágeis asas.
E essas frases que de mim saem
são a alma da minha alma.
E eu?
a parte que restou de um inteiro passado
que eu fui um dia.
e só.
e pintadas com canetinha.
e nos dias de chuva eu fico em casa
e viajo numa folha de caderno.
Escrevo pela liberdade,
pelo momento,
pelas palavras
e pelas minhas frágeis asas.
E essas frases que de mim saem
são a alma da minha alma.
E eu?
a parte que restou de um inteiro passado
que eu fui um dia.
e só.
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