Marca Página - Sabonetes
-
Senta, pede um café
Diz o que quiser
Espera o sol baixar
Vai esfriar.
Guarda os olhos nas palavras
Desinteressada, logo
Vira o rosto
E a página.
É
Certo que
Sabe, tanta alegria.
É alegoria
De quem mata o
Tempo
Com tiros
De festim.
Não
Vão te machucar,
Não vou te
Machucar
Não quero te empurrar
De novo.
E eu não sei como vem a vontade
De quebrar sua casa e inundar a cidade
E eu não sei de onde vem a vontade
De quebrar o seu quarto e inundar a cidade
E queimar seu coração.
.
Ela chorou mel, tão doce que era seu coração
A raiva que sentia era por mais decepção
Deixou seu arco íris adormecer
Sua alma entristecer
Quis o por do sol dividir
Quis desenhar a felicidade e te fazer sorrir
Para ouvir tua voz, deixou de sonhar
Deixou de ser, querer, pedir ou estar
Carinho amassado, riso rasgado
Duma nuvem se jogou
Numa estrela tropeçou
E assim, por fim, ela se deixou ir
Tentado ter um motivo qualquer para sentir
(E ela foi ser um porém de instante,
talvez alguém não esqueça, talvez até se lembre,
mas é só um ser distante.)
Música Sem Nome - Tópaz
-
Eu tive sorte, eu tive azar
Tive motivos pra acreditar
que existe gente com medo arriscar
Eu tive sono quando eu dormia
Tive amigos que não queria
e inimigos que ainda quero bem
Mas como você eu nunca tive ninguém
Mas como você eu nunca tive ninguém
Eu tive tempo, eu tive prazos
Fiquei com medo de estar errado
e hoje vejo o "certo" atrasado
Tive traumas irreparáveis
e uma alegria irretocável
que espero manter daqui pra frente
Mas como você eu nunca tive ninguém
Mas como você eu nunca tive ninguém
Aahhhhh...Aahhhhh...Aahhhhh...Aahhhhh...
Na minha lista de convidados
o tempo não entra sem presente
A festa é minha
Eu faço o que eu quiser
Expulso o futuro e passado
Mas como você eu nunca tive ninguém.
Mas como você eu nunca tive ninguém.
Eu tive sorte, eu tive azar.
Tive motivos pra acreditar (Mas como você...eu nunca tive ninguém)
que existe gente com medo arriscar
Eu tive sono quando eu dormia
Tive amigos que não queria (Mas como você...eu nunca tive ninguém)
e inimigos que ainda quero bem.
-
Se você não se importa, eu já me apaixonei.
Já penso em você todos os dias.
Te espero ligar, sentada na sala de estar.
Restando ali, o pouco de mim que lhe deixaram.
Desculpe, eu não posso fazer mais nada.
Já penso em você todos os dias.
Te espero ligar, sentada na sala de estar.
Restando ali, o pouco de mim que lhe deixaram.
Desculpe, eu não posso fazer mais nada.
Sexta-feira, 15 de abril de 2011
é difícil de acreditar, deixar a ficha cair. Mais um ano que passa.
um belo dia você acorda e está mais velha. As mudanças poderiam ser mais visíveis, sabe.
Mas está tudo bem, eu gosto de ser criança. quase mulher, com ar de menina moleca.
Não imaginava chegar aos dezenove do jeito que cheguei, e até que estou gostando. Bom, até meia noite eu acho que ainda posso aproveitar meus dezoito anos.
Vou me despedir do meu inferno astral (até o ano que vem o/) e ouvir Ramones. Vou parar pra pensar em tudo o que eu fiz e não deveria ter feito, achar graça e não me arrepender. vou fazer uma besteira qualquer só para comemorar.
Vou sorrir e ficar feliz porque as pessoas lembraram (e lembrar de quem não lembrou de mim).
Vou abraçar quem está do meu lado e sentir falta de quem está longe.
E no fim do dia, vou cair na cama e tentar dormir.
Vou estar bem, vou olhar pro teto, agarrar o Astolpho e acordar no dia seguinte sem saber, exatamente, onde eu comecei a sonhar.
(então me diz se eu não sou feliz)
um belo dia você acorda e está mais velha. As mudanças poderiam ser mais visíveis, sabe.
Mas está tudo bem, eu gosto de ser criança. quase mulher, com ar de menina moleca.
Não imaginava chegar aos dezenove do jeito que cheguei, e até que estou gostando. Bom, até meia noite eu acho que ainda posso aproveitar meus dezoito anos.
Vou me despedir do meu inferno astral (até o ano que vem o/) e ouvir Ramones. Vou parar pra pensar em tudo o que eu fiz e não deveria ter feito, achar graça e não me arrepender. vou fazer uma besteira qualquer só para comemorar.
Vou sorrir e ficar feliz porque as pessoas lembraram (e lembrar de quem não lembrou de mim).
Vou abraçar quem está do meu lado e sentir falta de quem está longe.
E no fim do dia, vou cair na cama e tentar dormir.
Vou estar bem, vou olhar pro teto, agarrar o Astolpho e acordar no dia seguinte sem saber, exatamente, onde eu comecei a sonhar.
(então me diz se eu não sou feliz)
Mais um dia de rotina. Um café doce e uma buzina musical.
Afinal, é contemporâneo e instantâneo. Sapato, relógio, dor de cabeça.
Só outro dia normal de vida infernal. Corre daqui, xinga acolá.
Rotina filha da puta. Me usa de todos os jeitos, até do avesso. Desgasta e engasga humor.
E de estresse em estresse, assim segue. Não há nada de mais.
Se apressar e andar pra trás.
Afinal, é contemporâneo e instantâneo. Sapato, relógio, dor de cabeça.
Só outro dia normal de vida infernal. Corre daqui, xinga acolá.
Rotina filha da puta. Me usa de todos os jeitos, até do avesso. Desgasta e engasga humor.
E de estresse em estresse, assim segue. Não há nada de mais.
Se apressar e andar pra trás.
um pouco [mais] de você
Choveu tanto na noite passada, que cheguei a pensar que toda essa água pudesse clarear um pouco essa cabeça enlouquecida. Que ingênuo da minha parte! E que crueldade minha querer culpar a noite nublada. Pensar em você não deveria ser culpa, deveria ser saudade. Pois bem, se preciso dar dono à culpa, que seja você. Sim, você. Que insistiu tanto para fazer parte dessa vida estranha que tenho, e, por algum motivo que não consigo imaginar, não está mais aqui. Eu quero saber por que abandonou o pedacinho de mim que dei a você. Dói faltar pedaço aqui dentro. E eu que achava ter você comigo, guardadinho. Ou me enganou, ou me deu a parte de você que não faria a menor falta, já que até agora não quis conferir como estava. Se te importa, cuidei bem do você que ainda tenho. Mas, não sei se consigo te guardar por muito tempo. Então, por favor, volta aqui pra me abraçar, enxugar as lágrimas rebeldes e espantar minha tristeza.
É (quase) tudo;
Odeio quem masca chiclete por muito tempo. Odeio fumaça de cigarro. Odeio atender telefone dentro do ônibus. E odeio andar de chinelo. Odeio quando puxam assunto em elevador, ônibus ou fila. Odeio fila.
Odeio moscas. Odeio dias muito quentes. Odeio andar em rua de terra depois da chuva. Odeio gritos histéricos. Roupa de ginástica. E sapato amarelo. Odeio repetir três vezes a mesma coisa. Odeio suco de manga. E odeio o Popeye.
Odeio estampa floral laranja. e odeio verde com amarelo. Odeio internet lenta. Paêtes. E maçaneta redonda. Odeio tomar café antes das dez. E odeio café. Odeio perfume com essência de baunilha. Odeio sinal fechado. E odeio pessoa fofoqueira. Odeio ficar esperando. Odeio fingir que está tudo bem. E odeio quem finge ser quem não é.
Mas, principalmente, odeio ficar sem chocolate.
Odeio moscas. Odeio dias muito quentes. Odeio andar em rua de terra depois da chuva. Odeio gritos histéricos. Roupa de ginástica. E sapato amarelo. Odeio repetir três vezes a mesma coisa. Odeio suco de manga. E odeio o Popeye.
Odeio estampa floral laranja. e odeio verde com amarelo. Odeio internet lenta. Paêtes. E maçaneta redonda. Odeio tomar café antes das dez. E odeio café. Odeio perfume com essência de baunilha. Odeio sinal fechado. E odeio pessoa fofoqueira. Odeio ficar esperando. Odeio fingir que está tudo bem. E odeio quem finge ser quem não é.
Mas, principalmente, odeio ficar sem chocolate.
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