No fim do dia. De mãos dadas e batimentos em sintonia.
Eles eram um, em fusão de seres, em conjunto de almas.
E eram assim em sonhos, e eram assim ao acordar. E ela era dele, e ele era dela.
E mais que isso. Eram juntos a distância, juntos em diferença de semelhanças.
Eram amantes, atores, distantes e apaixonantes.
Rimavam entre si, rimas divergentes e sinceras.
Se suportavam por amor, se amavam por conveniência.
Perfeitos imperfeitos, feitos de carinho e fogo e suspiro e sufoco.
E sufocada de agonia, ela dormia pensando nele todos os dias.
Amor, tão simples e tão dela.
Eu não queria, mas precisei tanto sonhar com você. E, na verdade, nem ao certo sei o que sonhei. Poucas vezes lembro dos sonhos sonhados. Mas não queria. Agravar a saudade, intensificar a vontade, lembrar de toda a minha necessidade. Minha alma gosta de te ouvir. E meu coração de te ver. Te encontro em mim todos os dias. E me perco em você. É involuntário. É culpa sua que se faz povoar minha cabeça. Se faz ser dentro de mim. E esse seu gosto de pele. Nada a dizer. Sou assim por circunstância da razão. #
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