Escrevo para me livrar de culpas antigas. Abrir espaço para me culpar outras vezes.
Sinto ciúme. Sinto raiva. Fico triste, e em estado de pura felicidade. Que me assusta e apavora. A falta de costume me causa medo. Não seu ser feliz direito. O que sei é o que sinto, o que pulsa, o que dói e força as lágrimas. Não se preocupe que está tudo bem. Estou bem, estamos bem e ficaremos cada vez melhor. Apesar de tudo, sinto vontade. E a vontade de te ter inteiro e meu é maior.
Eu fico aqui pensando, se tudo o que faz, e o que deixa de fazer, principalmente, é só seu jeito de viver. Se vive assim, me explica como posso entender você. Se está cansado e entediado, desanimado. Queria saber o que fiz de errado. Me diz, me entende e finge ser pra mim o que eu preciso que seja. Dependo de um telefonema. Minha angústia é irritante. Os olhos borrados de noites tranquilas. Preciso, e quero tanto. Só por mim, por pena e compaixão. Depois, se não quiser, juro que entendo. Mas só depois. 
 
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