Ela até chegou a pensar que fosse ser igual.
Mas não foi, assim, como ser outra vez.
Foi como um conto, e fadas e jardins.
Ele a ama. É verdade. Pura e inocentemente.
E a quer. E é nisso que ela acredita.
E é nisso que deposita toda a esperança que tem.


Por favor, meu amor.
Me cobre com aquela coberta de lã e deita comigo.

por Motivo;

Somos; só nós.
Motivo por que somos o que somos.

Quero de volta o que deixei sem querer.
E ser mais que um simples motivo.
Ser além do que enxerguei ontem.
E passar adiante o que puder.
Seremos, de tudo um pouco.
E de nada valerá.
Ser nada em várias vezes.

Sou de mim, um pouco do mundo.
Somos assim, seja assim.
Só mais um segundo.

E posso salvar o momento.
E o motivo.
Motivo por que sou eu.
E serei mais, um pouco mais.

Fazer o sentido valer.
E o motivo de ser.
E fazer prevalecer.

Faça em mim; ser em mim.
Eu.

De Menina;

Faz rima, menina!

Em prosa, em redondilha.
Em quadro pintado, em nariz de palhaço.

Faz rima, menina!

Silabada, dedilhada.
Compassada, escancarada.

Faz rima de amor.
Faz rima de sofrimento.
Rima seu pudor
e rima seu tormento.

Faz rima, menina!

Faz rima pro mundo imundo.
Faz rima pra si, de ti.

Faz rima, menina!

Rima você, moça.
Ele, moço.
Num piquenique,
num almoço.

Faça, menina, uma rima.
De corpo, de alma.
E de coração.
De cabeça.

Ou uma oração.
 
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